lunes, 20 de mayo de 2013

Marina = Feliciano

lembrem na hora de votar
Marina = Feliciano

matéria do Jornal do Comércio, quinta-feira 16 de maio 2013

jueves, 16 de mayo de 2013

sobre a página web

IMPORTANTE!!
já não temos página web, só temos esta bloga

as rebeldes com causa

martes, 30 de abril de 2013

encontros temáticos


          Oi pessoal! Tanto tempo! Tudo bem?



          Estamos pensando uma nova proposta: encontros temáticos. Para começar temos um assunto tão polêmico quanto interessante: os relacionamentos e o amor livre, libertário, ou a Ruptura da Monogamia Obrigatória. Tantas vezes nos descobrimos conversando sobre este tema tão controvertido e necessário para quem deseja uma outra sociedade. Achamos importante conversá-lo e trocarmos figurinhas, assim como reconhecermos as nossas referências do passado. É por isto que estamos propondo, como pontapé inicial, uma carta da Pagu escrita em 1940. Este texto nos deixa com alguns interrogantes: todos os relacionamentos tem que estar, necessariamente, atravessados por outros relacionamentos? Para romper a monogamia obrigatória é necessário, sempre, estar com outras pessoas? Qual é a linha tênue que separa os avanços da submissão?  Estamos propondo conversar sobre estas e outras perguntas geradas pelo texto-carta da Patrícia Galvão.

                                      Quando? Nesta quinta-feira 2 de maio, 19.00 hs

                                      Onde? No Comitê Latino-Americano, Rua Vieira de Castro, 133

        Aparece aí assim nos nutrimos e alimentamos entre todas com as nossas ideias, vivencias e pensamentos. Depois da reunião podemos ficar tomando uma cerveja e comendo as ricas empanadas que nos oferece o Comitê.

                                    Abraços feministas e rebeldes

Paixão Pagu


                 Trecho extraído do livro Paixão Pagu, autobiografia precoce de Patrícia Galvão





Oswald já era quase um hábito. Nas semanas que precederam nosso casamento, ele foi quase uma necessidade. Mesmo dentro da palhaçada dos proclamas, eu distingui o carinho na preparação de nossa vida. Acreditei numa aproximação mais intensa, num laço mais profundo de sentimento. Era mais nítida a possibilidade de realização do meu desejo de lar e de ternura.
Na véspera de nosso casamento, fui a Penha, encontrar Oswald no Terminus. Era muito cedo. Eu ia deslumbrada pela manhã e emocionada por meus sentimentos novos. Era quase amor. Era, em todo caso, confiança na vida e nos dias futuros. Havia em mim uma criança se formando... Beijei o ar claro. Foi uma oração a que proferi pelas ruas.
Cheguei ao quarto de Oswald. Não havia ninguém. Um criado do hotel me indicou outro quarto. Bati. Oswald estava com uma mulher. Mandou-me entrar. Apresentou-se a ela como sua noiva. Falou de nosso casamento no dia imediato. Uma noiva moderna e liberal capaz de compreender e aceitar a liberdade sexual. Eu aceitei, mas não compreendi. Compreendia a poligamia como consequência da família criada em base de moral reacionário e preconceitos sociais. Mas não interferindo numa união livre, a par com uma exaltação espontânea que eu pretendia absorvente.
Mas fingi compreender. A intoxicação amoral já impedia minha naturalidade. O medo do ciúme exposto. A falta de coragem da debilidade provocou a primeira atitude falsa, um sorriso complacente para as primeiras decepções. Tomamos café juntos, os três. A mulher, surpreendida no início, acalmou-se. E coloquei no alicerce da vida que íamos constituir a primeira estaca de simulação. Eu me dispus a lutar contra os preconceitos de posse exclusiva.

martes, 5 de marzo de 2013

8 de março


Primeiro em língua argentina

8 de Marzo mujeres en el poder, o el poder de las mujeres

o… cómo romperle el patriarcado al sistema

marian pessah[1]




     El mundo no va a cambiar el día que las mujeres[2] lleguemos al poder, sino el día que las mujeres tomemos consciencia que YA estamos en el poder.

     Para desarrollar esta idea tendríamos que discutir varias cosas, entre ellas, qué significa poder, y qué tipo queremos, si el sustantivo, el verbo, o la acción. Mientras tanto, me quedo pensando que las mujeres somos el 94% de las profesorAs de la “educación formal”, también, pienso en el papel relevante que tienen las madres en este patriarcado capitalista. PAREMOS. Detengamos un momento las rotativas y pensemos. BASTA de reproducir violencia, opresión, sumisión, sí señor. Vamos a producir nuestro mundo, a enseñarlo y transmitirlo, tenemos todas las herramientas en nuestras manos, ¿o no estamos YA en los lugares en que se enseña a vivir y se transmiten las reglas del juego de la vida? ¿Quién pasa más tiempo con lxs niñxs en las guarderías, en las escuelas, universidades, en las casas? ¿Cómo es que les seguimos cuidando y criando sus hijxs al patriarcado? ¡Qué locura!, ¿qué clase de dispositivo nos han metido en la cabeza? Somos las mujeres quienes estamos criando a los futuros hombres violentos y feminicidas. ¿Se dieron cuenta? ¡Paremos las máquinas! Es hora de DESOBEDECER.

      Entendámonos: llegar al poder por la vía electoral significa que nos sigan domesticando y acomodando a su imagen y semejanza. ¿Más aún? Es llegar al centro de la corrupción y poder manejar las máquinas que lavan las cabezas. Tomemos consciencia e impulso del poder que tenemos YA, HOY en nuestras manos. La revolución se hace en las casas, en las camas, en las calles y en las escuelas. Unámonos a una otra educación popular, al poder popular consciente y con consciencia, sólo así le romperemos el patriarcado al sistema.

Deseo que el 8 de marzo sea un abridor de consciencias, con flores y árboles que tengan los pies en la tierra, y nosotras, la lucha y los puños en alto.


Ahora  en lengua brasilera

8 de Março mulheres no poder ou... o poder das mulheres

marian pessah[3]



O mundo não vai mudar no dia que as mulheres[4] cheguemos ao poder  mas no dia em que as mulheres tomemos consciência de que JÁ estamos no poder.


Para desenvolver esta ideia teríamos que discutir várias questões, entre elas, o que significa poder e que tipo queremos, se o substantivo, o verbo, ou a ação. Fico pensando que as mulheres somos 94% das professorAs da “educação formal”, também penso no papel relevante que têm as mães neste patriarcado capitalista. CHEGA. Vamos deter as máquinas do sistema por um momento e pensar. BASTA de reproduzir violência, opressão, submissão, sim senhor. Vamos produzir nosso mundo e transmiti-lo, temos todas as ferramentas em nossas mãos, ou JÁ não estamos nos lugares em que se ensina a viver e onde se transmitem as regras do jogo da vida? Quem passa mais tempo com as crianças nas creches, nas escolas, nas universidades, nas casas? Como é que seguimos cuidando e criando xs filhxs do patriarcado? Que loucura! Que tipo de dispositivo nos meteram na cabeça? Somos as mulheres quem estamos criando os futuros homens violentos e feminicidas. Já se tocaram disso? CHEGA!! É hora de DESOBEDECER.

Vamos nos entender: chegar ao poder pelas urnas significa que continuem a nos domesticar e que nos construam a imagem e semelhança dos patriarcas . Mais ainda? É chegar ao centro da corrupção e poder dirigir as máquinas que lavam as cabeças. Vamos tomar consciência e impulso do poder que JÁ temos HOJE em nossas mãos. A revolução se faz nas casas, nas camas, nas ruas e nas escolas. Vamos nos unir a uma outra educação popular, ao poder popular consciente e com consciência, só assim poderemos criar fissuras profundas e irreparáveis no sistema patriarcal.

Desejo que o 8 de março seja um abridor de consciências, com flores e árvores que tenham os pés na terra e, nós mulheres, na luta e os punhos em alto.




[1] marian pessah – (h)artivista  - grupo Mulheres Rebeldes - http://radicaldesdelaraiz.blogspot.com.br/  /                          marianapessah@yahoo.com.br

[2] Hablo de las mujeres en plural porque somos muchas y diferentes. Cuando hablamos de LA mujer, en el imaginario colectivo se dibuja el modelo de mujer blanca, heterosexual, clase media, monogámica y…sumisa. Al nombrarnos en plural, dejamos la puerta abierta a todas las posibilidades, inclusive, a quienes no nos identificamos como mujeres sino como lesbianas.

[3] marian pessah – artivista  - grupo Mulheres Rebeldes - http://radicaldesdelaraiz.blogspot.com.br/  /                          marianapessah@yahoo.com.br

[4] Refiro-me às mulheres em plural porque somos muitas e diferentes. Quando falamos dA mulher, no imaginário coletivo se desenha o modelo da mulher branca, heterossexual, classe media, monogâmica e…submissa. Na hora que somos nomeadas em plural, deixamos a porta aberta a todas as possibilidades, inclusive, a quem não se identifica como mulher e sim como lésbica.

viernes, 28 de septiembre de 2012

Dia de luta pela legalização e descriminalização do aborto




28 DE SETEMBRO –
DIA DE LUTA PELA LEGALIZAÇÃO E DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO

Oi gente! Tudo bom? É verdade, andamos um pouco sumidas depois da organização do EFAlac, onde deixamos todas nossas energias, mas também, tiramos muitas alegrias e abrimos novos caminhos. É verdade que tanta coisa junto acabou nos deixando um pouco introspectivas.
Mas, aos pouquinhos vamos retornando e não queríamos deixar passar a tão importante data de hoje - Dia de luta pela legalização e descriminalização do aborto na América Latina e Caribe. Essa é uma luta básica do movimento feminista, porque nos coloca, as mulheres, num lugar de autonomia frente aos homens.
A proibição do aborto é uma peça chave da opressão patriarcal! Essa é uma luta ancestral onde o patriarcado quer manter o controle sobre nossos corpos (e mentes)! Mas nós não fraquejamos, nós queremos e podemos decidir sobre os nossos corpos. Chega de tanto macho de terno e gravata decidindo sobre nós, por nós, definindo que as mulheres não temos capacidade de pensar enquanto têm tantas crianças e adultos morrendo de fome no mundo.
A proibição do aborto é classista! O mundo da hipocrisia em que vivemos faz a diferença entre as mulheres ricas e as pobres.  As primeiras não precisam pedir licença para abortar em clínicas privadas, com toda a segurança!  Para as mulheres pobres a realidade é: já nasceu, já se ferrou, não é da nossa conta! Pois da nossa é. Todas as mulheres e as pessoas descriminadas, são da nossa conta, nos importam. É por isso que hoje queremos gritar com o punho ao alto, bem forte, com todxs vocês, pela liberdade de pensamento, de escolha sobre nossos corpos, mentes e ações!

Manter o aborto ilegal e passível de punição revela que não vivemos num Estado laico! Não queremos nem a bancada religiosa do parlamento, nem os juízes decidindo o que é melhor para nós mulheres! A legalização e descriminalização não implica obrigatoriedade de aborto implica sim em liberdade de escolha.
 Defendemos:
Educação sexual para poder escolher/ Contracepção para prevenir/Aborto legal para não morrer!
Queremos romper a linha divisória entre as classes sociais, não queremos deixar desenvolver dentro de nossos corpos fetos destinados a nascer mortos, não queremos ser obrigadas a ver os olhos do estuprador nas nossas crianças, queremos o direito a uma juventude sem filhxs! As crianças também precisam ser escolhidas, ser criadas com alegria e com esperança.

TIREM SEUS ROSÁRIOS DE NOSSOS OVÁRIOS

Fica ligada que em breve, retomamos nossos filmes.

Abraços rebeldes e rebeldias para todxs nós

lunes, 18 de junio de 2012

cinema feminista suspenso até agosto




OI gente! Tudo bom?
Estamos escrevendo para avisar vocês que por um tempinho teremos que suspender o ciclo de cinema feminista. Acontece que estaremos viajando e até agosto não poderemos retomar as atividades.
Estamos muito contentes com os debates que se vem dando, e propomos que vocês vão pensando em novos filmes para podermos passar; preferentemente que sejam filmados/ realizados por mulheres, lembrando que no patriarcado estamos acostumadxs a assistir filmes, ler livros e conhecer historias que são criadas desde os homens, é por isso que a nossa proposta é feminista e não temática “mulher”. Desde a consciência feminista falamos de tudo.
Lembrando que nesta etapa trabalhamos com filmes que tiveram como eixo a organização, deixamos vcs pensando em próximas temáticas assim seguimos com uma construção coletiva.
 Deixamos um forte abraço rebelde-mente feminista