jueves, 20 de junio de 2013

Vamos às ruas!!



O Brasil está vivendo um momento histórico, façamos que ele seja também herstórico.

Vamos às ruas!!

Em 1789 a Revolução Francesa não contemplou às mulheres, quando saiu “A declaração dos direitos do homem e do cidadão”, as mulheres não estávamos nele, foi por isso que a inteligente ativista e feminista Olympe de Gouges escrevera “A declaração dos direitos da mulher e da cidadã”.
É um bom momento para nos visibilizarmos e colocar junto as nossas pautas feministas como é o caso do Estatuto do Nasciturno do que poucas pessoas falam hoje, também a horrorosa chamada “Cura GAY” que também é lésbica e trans.

Vamos às ruas!!
Nos encontramos hoje quinta-feira 20 as 17.00 hs na porta do MARGS
Abraços rebeldes


Não é pelo 0,20
  1. ·         É pelo lucro no transporte
  2. ·         Pelos hospitais precários
  3. ·         Poucas vagas nas universidades
  4. ·         Salários miseráveis das professoras
  5. ·         Pela cura GAY???
  6. ·         Investimento em estupros???????? Fora o Estatuto do Nasciturno!!!!!!!

Quer mais?



miércoles, 12 de junio de 2013

Brasil decide investir em estupros


Semana passada a Comissão de Finanças aprovou um substitutivo ao projeto que cria o Estatuto do Nascituro. Ele prevê o direito ao pagamento de pensão pelo Estado às crianças concebidas através de estupro no caso do “pai” – o estuprador – não poder arcar com isso ou não for identificado. Pensão de estuprador, bolsa estupro: um projeto insalubre.

Com essa nova lei, cada mulher estuprada, e que ficar grávida, para que não aborte o Estado lhe pagará o equivalente a um salário mínimo até que a criança complete 18 anos. Também está prevista a possibilidade de que o estuprador reconheça a criança e seja ele o feliz papai quem banque a mesada dx filhx. E as mulheres? Alguém pensa em nós? E nas crianças mal-concebidas como consequência de uma violação? Não, não estás lendo a trama de um filme de terror de próxima estreia; é mais um fruto divino que está tentando amadurecer dos evangélicos.

Escolher pagar bolsa estupro às mulheres em lugar de investir em educação sexual para acabar com as violações, é uma opção ideológica. Vocês são conscientes que se está optando por uma sociedade de mulheres abusadas e crianças não desejadas? Isso é um terrível retrocesso na luta do Movimento Feminista! O Brasil era um dos poucos países do mundo, em que uma mulher estuprada não necessitava demonstrá-lo, sua palavra era suficiente para poder abortar legalmente. Em lugar de pensar na dor que um estupro ocasiona, o que se quer é que nós, mulheres, fiquemos presas à vida toda a esse terrível momento! Uma volta a Idade Média!

O incompreensível, se é que é possível tentar entender esse HORROR, é que a mesma Comissão de Finanças diga que não há dinheiro para educação deixando as professoras com um salário insignificante que está perto dos R$ 1.200,00, porém, para dar via livre ao estupro, sim há dinheiro???? Façamos números. Brasil, que acaba de ganhar o 7º lugar do ranking mundial em violência contra as mulheres, tem um estupro a cada 10 minutos.  Isso significa 144 estupros diários, vezes 365 dão 52.560 estupros por ano. Se pensarmos “positivamente”, no caso de que só duas mulheres ficassem grávidas por dia, isso dá 730 salários mínimos a pagar durante 18 anos. Um cálculo estimado em R$ 88.300.800,00. Essa conta aproximada seria só o primeiro ano, porque no segundo se somarão as novas mulheres estupradas e assim no terceiro e no quarto e no quinto, até chegar a 18 anos em que se “nivelaria”. Alguém pensou na soma, para mim abstrata, de quanto dinheiro significa esse horror? Em lugar de investir em educação, indústrias, melhorar estradas, o Brasil opta por investir em estupros, em manutenção da violência!!
                                                                                                                    marian pessah - artivista


Convocatória. Para todas aquelas pessoas que estejam com a digna raiva, nos estaremos reunindo no Parque da Redenção, neste sábado 15, as 15 hs. Vamos com a indignação às ruas, essa não é a sociedade que nós desejamos.  Vamos defender os nossos sonhos de mulheres livres e autônomas!!
Nem um passo atrás! Dois a frente e punhos ao alto!



Brasil decide invertir en violaciones





La semana pasada, la Comisión de Finanzas de Brasil, aprobó un sustituto al proyecto que crea el Estatuto do Nascituro. Ese punto previene el derecho al pago de pensión por el Estado a las/los niñas/os concebidas/os a partir de una violación, caso el “padre” – el violador– no pueda asumir los gastos, o no fuera identificado. Pensión por abuso, beca violación: un proyecto insalubre.

Con esta nueva ley, cada mujer violada y que quede embarazada, para que no aborte el Estado le pagará el equivalente a un salario mínimo hasta que la/el hija/o complete los 18 años. También está prevista la posibilidad de que el violador reconozca la hija/o y sea el feliz papá quien banque los gastos. ¡¿Y las mujeres?!  ¿Alguien piensa en nosotras? ¿Y en las/os niñas/os mal-concebidas/os como consecuencia de una violación? No, no estás leyendo la trama de un film de terror de próximo estreno; es un nuevo fruto divino que está intentando madurar de los evangélicos.

Elegir pagar beca violación a las mujeres en lugar de invertir dinero en educación sexual para acabar con las violaciones, es una opción ideológica. ¿Ustedes son conscientes que se está optando por una sociedad de mujeres abusadas y crianzas no deseadas? ¡Eso es un terrible retroceso en la lucha del Movimiento Feminista! Brasil es uno de los pocos países del mundo en que una mujer violada no necesita demostrarlo, su sola palabra es suficiente para poder abortar legalmente en cualquier hospital público. En lugar de pensar en el dolor que un acto tan violento ocasiona, ¡lo que se quiere es que nosotras nos quedemos presas de por vida a este terrible momento! ¡Una vuelta a la Edad Media!

Lo incomprensible, si es que es posible intentar entender este HORROR, es que la misma Comisión de Finanzas diga que no hay dinero para educación dejando a las profesoras con un sueldo insignificante, próximo a los R$ 1.200,00 (U$S 600), no obstante, para dar vía librea las violaciones, sí, hay dinero???? Hagamos números. Brasil, que acaba de obtener el  7º lugar del ranking mundial en violencia contra las mujeres, tiene una violación a cada 10 minutos.  Esto significa 144 violaciones diarias, multiplicadas por 365 dan 52.560 violaciones al año. Si pensamos “positivamente”, en el caso de que solo dos mujeres quedaran embarazadas por día, serían necesarios 730 salarios mínimos a pagar durante 18 años. Un cálculo estimado en R$ 88.300.800,00 (U$S 44.150.400). Esta cuenta aproximada sería solo el primer año, porque al segundo se le sumarían nuevas mujeres violadas y así al tercero y al cuarto y al quinto, hasta llegar a los 18 años en que se “nivelaría”. ¿Alguien pensó en la suma, para mí abstracta, de cuánto dinero significa este HORROR? En lugar de invertir en educación, hospitales, industrias, mejorar carreteras; Brasil opta por invertir en violaciones, ¡¡en la manutención de la violencia!!

                                                                                                  marian pessah - (h)artivista



lunes, 20 de mayo de 2013

Marina = Feliciano

lembrem na hora de votar
Marina = Feliciano

matéria do Jornal do Comércio, quinta-feira 16 de maio 2013

jueves, 16 de mayo de 2013

sobre a página web

IMPORTANTE!!
já não temos página web, só temos esta bloga

as rebeldes com causa

martes, 30 de abril de 2013

encontros temáticos


          Oi pessoal! Tanto tempo! Tudo bem?



          Estamos pensando uma nova proposta: encontros temáticos. Para começar temos um assunto tão polêmico quanto interessante: os relacionamentos e o amor livre, libertário, ou a Ruptura da Monogamia Obrigatória. Tantas vezes nos descobrimos conversando sobre este tema tão controvertido e necessário para quem deseja uma outra sociedade. Achamos importante conversá-lo e trocarmos figurinhas, assim como reconhecermos as nossas referências do passado. É por isto que estamos propondo, como pontapé inicial, uma carta da Pagu escrita em 1940. Este texto nos deixa com alguns interrogantes: todos os relacionamentos tem que estar, necessariamente, atravessados por outros relacionamentos? Para romper a monogamia obrigatória é necessário, sempre, estar com outras pessoas? Qual é a linha tênue que separa os avanços da submissão?  Estamos propondo conversar sobre estas e outras perguntas geradas pelo texto-carta da Patrícia Galvão.

                                      Quando? Nesta quinta-feira 2 de maio, 19.00 hs

                                      Onde? No Comitê Latino-Americano, Rua Vieira de Castro, 133

        Aparece aí assim nos nutrimos e alimentamos entre todas com as nossas ideias, vivencias e pensamentos. Depois da reunião podemos ficar tomando uma cerveja e comendo as ricas empanadas que nos oferece o Comitê.

                                    Abraços feministas e rebeldes

Paixão Pagu


                 Trecho extraído do livro Paixão Pagu, autobiografia precoce de Patrícia Galvão





Oswald já era quase um hábito. Nas semanas que precederam nosso casamento, ele foi quase uma necessidade. Mesmo dentro da palhaçada dos proclamas, eu distingui o carinho na preparação de nossa vida. Acreditei numa aproximação mais intensa, num laço mais profundo de sentimento. Era mais nítida a possibilidade de realização do meu desejo de lar e de ternura.
Na véspera de nosso casamento, fui a Penha, encontrar Oswald no Terminus. Era muito cedo. Eu ia deslumbrada pela manhã e emocionada por meus sentimentos novos. Era quase amor. Era, em todo caso, confiança na vida e nos dias futuros. Havia em mim uma criança se formando... Beijei o ar claro. Foi uma oração a que proferi pelas ruas.
Cheguei ao quarto de Oswald. Não havia ninguém. Um criado do hotel me indicou outro quarto. Bati. Oswald estava com uma mulher. Mandou-me entrar. Apresentou-se a ela como sua noiva. Falou de nosso casamento no dia imediato. Uma noiva moderna e liberal capaz de compreender e aceitar a liberdade sexual. Eu aceitei, mas não compreendi. Compreendia a poligamia como consequência da família criada em base de moral reacionário e preconceitos sociais. Mas não interferindo numa união livre, a par com uma exaltação espontânea que eu pretendia absorvente.
Mas fingi compreender. A intoxicação amoral já impedia minha naturalidade. O medo do ciúme exposto. A falta de coragem da debilidade provocou a primeira atitude falsa, um sorriso complacente para as primeiras decepções. Tomamos café juntos, os três. A mulher, surpreendida no início, acalmou-se. E coloquei no alicerce da vida que íamos constituir a primeira estaca de simulação. Eu me dispus a lutar contra os preconceitos de posse exclusiva.

martes, 5 de marzo de 2013

8 de março


Primeiro em língua argentina

8 de Marzo mujeres en el poder, o el poder de las mujeres

o… cómo romperle el patriarcado al sistema

marian pessah[1]




     El mundo no va a cambiar el día que las mujeres[2] lleguemos al poder, sino el día que las mujeres tomemos consciencia que YA estamos en el poder.

     Para desarrollar esta idea tendríamos que discutir varias cosas, entre ellas, qué significa poder, y qué tipo queremos, si el sustantivo, el verbo, o la acción. Mientras tanto, me quedo pensando que las mujeres somos el 94% de las profesorAs de la “educación formal”, también, pienso en el papel relevante que tienen las madres en este patriarcado capitalista. PAREMOS. Detengamos un momento las rotativas y pensemos. BASTA de reproducir violencia, opresión, sumisión, sí señor. Vamos a producir nuestro mundo, a enseñarlo y transmitirlo, tenemos todas las herramientas en nuestras manos, ¿o no estamos YA en los lugares en que se enseña a vivir y se transmiten las reglas del juego de la vida? ¿Quién pasa más tiempo con lxs niñxs en las guarderías, en las escuelas, universidades, en las casas? ¿Cómo es que les seguimos cuidando y criando sus hijxs al patriarcado? ¡Qué locura!, ¿qué clase de dispositivo nos han metido en la cabeza? Somos las mujeres quienes estamos criando a los futuros hombres violentos y feminicidas. ¿Se dieron cuenta? ¡Paremos las máquinas! Es hora de DESOBEDECER.

      Entendámonos: llegar al poder por la vía electoral significa que nos sigan domesticando y acomodando a su imagen y semejanza. ¿Más aún? Es llegar al centro de la corrupción y poder manejar las máquinas que lavan las cabezas. Tomemos consciencia e impulso del poder que tenemos YA, HOY en nuestras manos. La revolución se hace en las casas, en las camas, en las calles y en las escuelas. Unámonos a una otra educación popular, al poder popular consciente y con consciencia, sólo así le romperemos el patriarcado al sistema.

Deseo que el 8 de marzo sea un abridor de consciencias, con flores y árboles que tengan los pies en la tierra, y nosotras, la lucha y los puños en alto.


Ahora  en lengua brasilera

8 de Março mulheres no poder ou... o poder das mulheres

marian pessah[3]



O mundo não vai mudar no dia que as mulheres[4] cheguemos ao poder  mas no dia em que as mulheres tomemos consciência de que JÁ estamos no poder.


Para desenvolver esta ideia teríamos que discutir várias questões, entre elas, o que significa poder e que tipo queremos, se o substantivo, o verbo, ou a ação. Fico pensando que as mulheres somos 94% das professorAs da “educação formal”, também penso no papel relevante que têm as mães neste patriarcado capitalista. CHEGA. Vamos deter as máquinas do sistema por um momento e pensar. BASTA de reproduzir violência, opressão, submissão, sim senhor. Vamos produzir nosso mundo e transmiti-lo, temos todas as ferramentas em nossas mãos, ou JÁ não estamos nos lugares em que se ensina a viver e onde se transmitem as regras do jogo da vida? Quem passa mais tempo com as crianças nas creches, nas escolas, nas universidades, nas casas? Como é que seguimos cuidando e criando xs filhxs do patriarcado? Que loucura! Que tipo de dispositivo nos meteram na cabeça? Somos as mulheres quem estamos criando os futuros homens violentos e feminicidas. Já se tocaram disso? CHEGA!! É hora de DESOBEDECER.

Vamos nos entender: chegar ao poder pelas urnas significa que continuem a nos domesticar e que nos construam a imagem e semelhança dos patriarcas . Mais ainda? É chegar ao centro da corrupção e poder dirigir as máquinas que lavam as cabeças. Vamos tomar consciência e impulso do poder que JÁ temos HOJE em nossas mãos. A revolução se faz nas casas, nas camas, nas ruas e nas escolas. Vamos nos unir a uma outra educação popular, ao poder popular consciente e com consciência, só assim poderemos criar fissuras profundas e irreparáveis no sistema patriarcal.

Desejo que o 8 de março seja um abridor de consciências, com flores e árvores que tenham os pés na terra e, nós mulheres, na luta e os punhos em alto.




[1] marian pessah – (h)artivista  - grupo Mulheres Rebeldes - http://radicaldesdelaraiz.blogspot.com.br/  /                          marianapessah@yahoo.com.br

[2] Hablo de las mujeres en plural porque somos muchas y diferentes. Cuando hablamos de LA mujer, en el imaginario colectivo se dibuja el modelo de mujer blanca, heterosexual, clase media, monogámica y…sumisa. Al nombrarnos en plural, dejamos la puerta abierta a todas las posibilidades, inclusive, a quienes no nos identificamos como mujeres sino como lesbianas.

[3] marian pessah – artivista  - grupo Mulheres Rebeldes - http://radicaldesdelaraiz.blogspot.com.br/  /                          marianapessah@yahoo.com.br

[4] Refiro-me às mulheres em plural porque somos muitas e diferentes. Quando falamos dA mulher, no imaginário coletivo se desenha o modelo da mulher branca, heterossexual, classe media, monogâmica e…submissa. Na hora que somos nomeadas em plural, deixamos a porta aberta a todas as possibilidades, inclusive, a quem não se identifica como mulher e sim como lésbica.

viernes, 28 de septiembre de 2012

Dia de luta pela legalização e descriminalização do aborto




28 DE SETEMBRO –
DIA DE LUTA PELA LEGALIZAÇÃO E DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO

Oi gente! Tudo bom? É verdade, andamos um pouco sumidas depois da organização do EFAlac, onde deixamos todas nossas energias, mas também, tiramos muitas alegrias e abrimos novos caminhos. É verdade que tanta coisa junto acabou nos deixando um pouco introspectivas.
Mas, aos pouquinhos vamos retornando e não queríamos deixar passar a tão importante data de hoje - Dia de luta pela legalização e descriminalização do aborto na América Latina e Caribe. Essa é uma luta básica do movimento feminista, porque nos coloca, as mulheres, num lugar de autonomia frente aos homens.
A proibição do aborto é uma peça chave da opressão patriarcal! Essa é uma luta ancestral onde o patriarcado quer manter o controle sobre nossos corpos (e mentes)! Mas nós não fraquejamos, nós queremos e podemos decidir sobre os nossos corpos. Chega de tanto macho de terno e gravata decidindo sobre nós, por nós, definindo que as mulheres não temos capacidade de pensar enquanto têm tantas crianças e adultos morrendo de fome no mundo.
A proibição do aborto é classista! O mundo da hipocrisia em que vivemos faz a diferença entre as mulheres ricas e as pobres.  As primeiras não precisam pedir licença para abortar em clínicas privadas, com toda a segurança!  Para as mulheres pobres a realidade é: já nasceu, já se ferrou, não é da nossa conta! Pois da nossa é. Todas as mulheres e as pessoas descriminadas, são da nossa conta, nos importam. É por isso que hoje queremos gritar com o punho ao alto, bem forte, com todxs vocês, pela liberdade de pensamento, de escolha sobre nossos corpos, mentes e ações!

Manter o aborto ilegal e passível de punição revela que não vivemos num Estado laico! Não queremos nem a bancada religiosa do parlamento, nem os juízes decidindo o que é melhor para nós mulheres! A legalização e descriminalização não implica obrigatoriedade de aborto implica sim em liberdade de escolha.
 Defendemos:
Educação sexual para poder escolher/ Contracepção para prevenir/Aborto legal para não morrer!
Queremos romper a linha divisória entre as classes sociais, não queremos deixar desenvolver dentro de nossos corpos fetos destinados a nascer mortos, não queremos ser obrigadas a ver os olhos do estuprador nas nossas crianças, queremos o direito a uma juventude sem filhxs! As crianças também precisam ser escolhidas, ser criadas com alegria e com esperança.

TIREM SEUS ROSÁRIOS DE NOSSOS OVÁRIOS

Fica ligada que em breve, retomamos nossos filmes.

Abraços rebeldes e rebeldias para todxs nós

lunes, 18 de junio de 2012

cinema feminista suspenso até agosto




OI gente! Tudo bom?
Estamos escrevendo para avisar vocês que por um tempinho teremos que suspender o ciclo de cinema feminista. Acontece que estaremos viajando e até agosto não poderemos retomar as atividades.
Estamos muito contentes com os debates que se vem dando, e propomos que vocês vão pensando em novos filmes para podermos passar; preferentemente que sejam filmados/ realizados por mulheres, lembrando que no patriarcado estamos acostumadxs a assistir filmes, ler livros e conhecer historias que são criadas desde os homens, é por isso que a nossa proposta é feminista e não temática “mulher”. Desde a consciência feminista falamos de tudo.
Lembrando que nesta etapa trabalhamos com filmes que tiveram como eixo a organização, deixamos vcs pensando em próximas temáticas assim seguimos com uma construção coletiva.
 Deixamos um forte abraço rebelde-mente feminista

viernes, 1 de junio de 2012

Cinema Feminista : A FONTE DAS MULHERES


A FONTE DAS MULHERES  - filme de Radu Mihaileanu, 2011 

Oi pessoas, gurias e guris feministas, na segunda-feira, dia 04 de junho, 20hs, continuamos com o nosso espaço de Cinema feminista.  Estamos fazendo um mini-ciclo,  conforme conversamos na segunda passada, sobre mulheres organizadas ou em busca de organizar-se.


Na segunda anterior a gente assistiu e debateu Ni Dios, ni patrón, ni marido, um filme fantástico sobre a história da criação do periódico  "La Voz de la Mujer", na Argentina do sec. XIX. Um filme cheio de nuances e de leituras possíveis, mas que botou muita pilha no povo que estava lá.


Na segunda, dia 4 de junho, vamos passar A Fonte das Mulheres.  “Em um pequeno vilarejo, situado entre o Norte da África e o Oriente Médio, as tradições islâmicas são seguidas a risca. Entre elas, a existência da mulher como procriadora é regra básica, mas existe uma que faz com que elas sejam as responsáveis por buscar água em um local distante e de difícil acesso, restando para os homens a tarefa de matar o tempo bebendo e falando da vida. Certo dia, Leila (Leila Bekthi), uma das mais jovens e alfabetizadas do grupo, resolve que a melhor maneira de mudar esse cenário, fazendo com que os homens assumam esta tarefa, é cortar o que eles mais gostam: o sexo. A polêmica decisão do grupo acaba interferindo nas relações entre os habitantes e provocando provocar uma verdadeira revolução cultural no povoado e mudando para sempre as suas vidas.” 


É um filme com muitos elementos para debate, prós e contras, o que o torna ainda mais instigante. Além disso tem imagens belíssimas, ótimas atrizes, e um tratamento até mesmo divertido, em alguns momentos. 
Para assistir a um pedacinho dele:  http://www.youtube.com/watch?v=cw_j6zXcGvg


Na segunda-feira 4 de junho, 20.00 hs no Comitê Latino-Americano, rua Vieira de Castro, 133.


Com direito a debate, cervejinha, pizza y empanadas.

viernes, 25 de mayo de 2012

marcha e CINEMA feminista


E ai pessoal!


Estamos curtindo uma Porto muito Alegre  cheia de atividades. Nesse domingo acontecerá a conhecida Marcha das vadias, divulgada  no Facebook

13h - Concentração no Arco da Redenção
14h - Oficina de cartazes
16h - Saída da marcha

Marcha das Vadias Porto Alegre  Para quem quiser ler como surge este interessante e subversivo ato de questionar as respostas patriarcais, pode ler mais aqui 


 

Na segunda-feira, continuando com o nosso espaço de Cinema feminista, veremos o interessante filme Ni dios ni patrón ni marido.
O filme trata da criação do necessário jornal La Voz de la Mujer primeiro periódico anarcofeminista da Argentina, editado pela anarquista Virginia Bolten entre 1896 e 1897. Foi o 1º jornal da America Latina que englobou idéias comunistas-anarkistas e feministas.
para assistir a um trailer 

Na segunda-feira 28 de maio, 20.00 hs no Comitê Latino-Americano, rua Vieira de Castro, 133.
Com debate, cervejinha, pizza y empanadas.

Textos e novidades do EFAlac, faz click aqui 

miércoles, 23 de mayo de 2012

EFAlac: de pasiones y (des)encuentros




EFAlac : de pasiones y (des)encuentros
x marian pessah

leer el texto en lengua argentina
ver las fotos

em breve a tradução á lingua brasileira

martes, 22 de mayo de 2012

Pobres homens...


Pobres homens...
por Clarisse Castilhos



primeiro em língua brasileira

Como nós feministas somos injustas com os homens pois,  conforme a literatura de gênero, eles, nossos irmãos de espécie, também sofrem com o patriarcado.
Então, vamos pensar juntas e ver se a gente consegue resgatar o sofrimento masculino e ser justas com os feministos, a partir de alguns exemplos históricos.
Desde que começou essa história de feminismo, as mulheres resolveram sentir prazer, ter orgasmo. Aí já vem uma responsabilidade daquelas, não basta fazer aquela coisinha boa de entrar e sair e se livrar de todo esse peso que eles carregam. Ainda tem que contribuir para o nosso prazer!! Como é que eles não vão brochar, me pergunto eu?  Aliás, antes era mais fácil, só uma questão de ereção. Aí nós mulheres inventamos essa história de que o prazer está por tudo, no pé, atrás da orelha, no lado direito do joelho esquerdo, e haja forma física!! O pênis é apenas um detalhe, nós mulheres viemos com essa história de sensibilidade e criatividade na cama! Até com outras mulheres inventaram de trepar!
E com as companheiras ativistas! Ainda pior! Nós decidimos entrar na área deles, não só participar e sacudir a cabeça, nos movimentos de sim e não,  mas também expressar nossa opinião, organizar passeatas e ocupações, participar de decisões econômicas, reunir apenas com as mulheres companheiras nas vilas e assentamentos rurais. E isso foi muito difícil.  Depois dessas aventuras todas a gente volta pra casa cheias de poder e aí não queremos mais trepar, cuidar das crianças e arrumar a casa, lavar suas cuecas! Acho que estamos sendo muito rígidas...
E se a gente pensar no passado? Quantos pobres homens queimaram suas mãozinhas de honestos trabalhadores acendendo as fogueiras das bruxas malvadas. Quantos nas Cruzadas, no Vietnam, no Iraque, no Afeganistão, em Saravejo, na segunda guerra, foram obrigados a estuprar as mulheres e as crianças, para mostrar quem é o dono do pedaço. Quantos além de estuprar tiveram que torturar e matar essas mulheres? E depois, o estado, a igreja, e todas as instituições, nem psiquiatra querem pagar.
E nas Américas? Antes da invasão espanhola e portuguesa, em muitas culturas, não havia essa hierarquia entre homens e mulheres. Mas os pobres homens tiveram que abrir mão dessa igualdade para não perder algum privilégio face aos invasores. E nós ficamos achando que foi traição! Não eles queriam nos proteger e nós nunca entendemos.
(“Habria que concluir que en los procesos de colonización, las mujeres de estas partes del mundo colonizado no sólo fueron racializadas sino que al mismo tiempo fueron reinventadas como “mujeres” de acuerdo a códigos y principios discriminatórios de género occidentales. La colonización creó las circunstancias históricas para que las mujeres africanas e indígenas de Norte America perdieron las relaciones relativamente igualitarias que tenían con los hombres de sus sociedades y cayeran no sólo bajo el dominio de los hombres colonizadores sino también bajo el de los hombres colonizados.  La subordinación de género fue el precio que los hombres colonizados tranzaron para conservar cierto control sobre sus sociedades. Es esta transacción de los hombres colonizados con los hombres colonizadores lo que explica, según Lugones, la indiferencia hacia el sufrimiento de la mujeres del  tercer mundo que los hombres, incluso los hombres de izquierda del tercer mundo, manifiestan con su silencio alrededor de la violencia contra las mujeres en la actualidade.”(Breny Mendoza, La epistemología de sur, la colonialidade del genero y el feminismo latinoamericano, in “Aproximaciones críticas a las practicas teórico-politcas…)“
Também  os homens negros durante a luta sufragista, nos EUA, as mulheres e os negros teimaram que queriam votar... Ai os negros proprietários de terra, fizeram um acordinho com os brancos e ganharam o direito de voto e nós não... Mas está certo, nós não sabemos votar e íamos acabar prejudicando a formação da democracia estadunidense. Menos mal que eles estavam lá mais uma vez para nos proteger.
E agora!!!
Desde os anos 70 que nós mulheres decidimos que precisamos de um espaço próprio, que queremos avançar na luta, que queremos aprender nessa luta. Não apenas fazer comida e ser enfermeiras, como queriam os homens na guerra civil espanhola, por ex.. Queremos  aprender a organizar ocupações, a usar armas, a estudar e saber que não queremos ser orientadas por teorias machistas. E aí, mais umas vez, os homens querem interferir nesses espaços e nós continuamos, com teimosia, a querer puni-los!
Nós não podemos contribuir para aumentar o seu sofrimento atroz esquecendo sua incapacidade de organizar seus próprios encontros... 


Ahora em lengua argentina

Pobres hombres...
por Clarisse Castilhos


Como nosotras  feministas somos injustas con los hombres,  conforme la literatura de género, ellos, nuestros hermanos de especie, también sufren con el patriarcado.
Entonces, vamos a pensar juntas y ver si conseguimos rescatar el sufrimiento masculino y ser justas con los feministos, a partir de algunos ejemplos históricos.
Desde que comenzó esta historia de feminismo, las mujeres resolvieron sentir placer, tener orgasmo. Ahí llega una responsabilidad de aquellas, no alcanza con hacer esa cosita buena de entrar y salir y librarse de todo el peso que ellos cargan. Todavía tienen que contribuir con nuestro placer!! ¿Como es que no van a ser impotentes?  Antes era más fácil, solo una cuestión de erección. Entonces, nosotras inventamos esa historia de que el placer está en todas partes, en el pie, atrás de la oreja, del lado derecho de la rodilla izquierda, y haya forma física!! ¡El pene es apenas un detalle, nosotras vinimos con esa historia de sensibilidad y creatividad en la cama! ¡Hasta con otras mujeres inventaron de coger!
¡Y con las compañeras activistas! ¡Peor todavía! Nosotras decidimos entrar en su área, no solamente participar y sacudir la cabeza, en los movimientos de si y no,  mas también expresar nuestras opiniones, organizar paseatas y okupaciones, participar de decisiones económicas, reunirnos entre mujeres compañeras en villas y asentamientos rurales. Y eso fue muy difícil.  Después de todas estas aventuras  volvemos a casa plenas de poder y ahí no queremos más coger, cuidar de lxs niñxs, arreglar la casa, lavar sus calzones! Me parece que estamos siendo muy rígidas...
¿Y si pensáramos en el pasado? Cuántos pobres hombres se quemaron con sus manitos de honestos trabajadores encendiendo las hogueras de las brujas malvadas. Cuántos en las Cruzadas, en Vietnam, en Irak, en Afeganistán, en Saravejo, en la segunda guerra, fueron obligados a violar mujeres y niñxs para mostrar quién es el dueño aquí. ¿Cuántos además de violar tuvieron que torturar y matar estas mujeres? Y después, el estado, la iglesia, y todas las instituciones, ni psiquiatra quieren pagar.
¿Y en las Américas? Antes de la invasión española y portuguesa, en muchas culturas, no había esta jerarquía entre hombres y mujeres. Pero ellos, pobres hombres, tuvieron deshacerse de esa igualdad para no perder algún privilegio cara a los invasores. ¡Y nosotras nos creemos que eso fue una traición! No ellos querían protegernos y nosotras nunca entendimos.
(“Habria que concluir que en los procesos de colonización, las mujeres de estas partes del mundo colonizado no sólo fueron racializadas sino que al mismo tiempo fueron reinventadas como “mujeres” de acuerdo a códigos y principios discriminatorios de género occidentales. La colonización creó las circunstancias históricas para que las mujeres africanas e indígenas de Norte América perdieron las relaciones relativamente igualitarias que tenían con los hombres de sus sociedades y cayeran no sólo bajo el dominio de los hombres colonizadores sino también bajo el de los hombres colonizados.  La subordinación de género fue el precio que los hombres colonizados tranzaron para conservar cierto control sobre sus sociedades. Es esta transacción de los hombres colonizados con los hombres colonizadores lo que explica, según Lugones, la indiferencia hacia el sufrimiento de la mujeres del  tercer mundo que los hombres, incluso los hombres de izquierda del tercer mundo, manifiestan con su silencio alrededor de la violencia contra las mujeres en la actualidad.”(Breny Mendoza, La epistemología de sur, la colonialidad del genero y el feminismo latinoamericano, in “Aproximaciones críticas a las practicas teórico-politcas…)“
También los hombres negros durante la lucha sufragista, en los EUA, las mujeres y los negros insistieron con que querían votar... Ahi los negros propietarios de tierra, hicieron un acuerdito con los blancos y ganaron el derecho de voto y nosotras no... Pero está bien, si nosotras no sabemos votar e íramos acabar perjudicando la formación de la democracia estadunidense. Menos mal que ellos estaban allá, una vez más, para protegernos.
Y ahora!!!
Desde los años 70 que nosotras mujeres decidimos que precisamos de un espacio proprio, que queremos avanzar y  aprender en esta lucha. No solo hacer comida y ser enfermeras, como querían los hombres en la guerra civil española, por ej. Queremos  aprender a organizar okupaciones, a usar armas, a estudiar y saber que no queremos ser orientadas por teorías machistas. Y ahí, una vez más, los hombres quieren interferir en estos espacios y nosotras continuamos, con insistencia, a querer punir los!
Mujeres! : Nosotras no podemos contribuir para aumentar este  sufrimiento atroz, olvidando la incapacidad de ellos para organizar sus propios encuentros...